terça-feira, 6 de novembro de 2012

Você conhece o Território Estratégico de Suape?

Bem, a Microrregião de Suape[1] formada pelos municípios de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, juntamente aos municípios de Jaboatão dos Guararapes, Escada e Moreno, formam o chamado Território Estratégico de Suape.

Mas, o que é isto significa?


Para garantir um desenvolvimento urbano em consonância a conservação ambiental foi elaborado um documento  em 2007, composto por diretrizes a serem seguidas com a finalidade de melhor adequação à ocupação e uso do solo urbano nesta linha de influencia, levando em consideração aspectos ambientais e sociais, além de dotar os municípios da responsabilidade de tratar os projetos  e ações sobre a gestão ambiental. 

De acordo com o projeto, muitas das ações propostas já foram concluídas, no entanto devido à falta de recursos algumas obras focaram-se em atendimentos emergenciais. As ações referentes a Meio Ambiente e Saneamento Ambiental estão dispostas no capítulo 3 da obra, Território Estratégico de Suape - Diretrizes para a Ocupação Sustentável – e foram divididas em quatro subáreas, são elas: Meio Ambiente, Abastecimento d’Água, Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos. Para cada subárea foram desenvolvidos projetos e estes contaram com ações e métodos para sua aplicação.


No que diz respeito ao meio ambiente foram estabelecidas três diretrizes e estas serviram de base para a elaboração de projetos necessários a gestão ambiental dos municípios pertencentes ao Território, para que estes consigam gerir seus recursos naturais e aproveitem racionalmente seu território. Dentro desse contexto foram propostos 12 projetos prioritários para a gestão ambiental e para cada um foram estabelecidas ações para a sua execução. As ações foram desenvolvidas pela Empresa Suape e outras como a elaboração de um Plano Diretor foram desenvolvidas juntamente aos órgãos competentes de cada município, estabelecendo assim um sistema de parceria.

Em relação ao Abastecimento d’Água percebe-se que o aproveitamento dos recursos e da capacidade deles existente é um ponto bastante aproveitado e positivo, para o desenvolvimento dos projetos, não deixando de lado a ideia de realização de obras de caráter emergencial, as que são necessárias a primeiro momento. Para este caso o grande problema enfrentado é o regime de racionamento que é apontado como uma das dificuldades enfrentadas pela população, e em consequência da falta de uma rede adequada de distribuição aumentam os casos de ligações clandestinas.

Com isso a partir das diretrizes e ações pensadas para essa área procura-se evitar tal crise assegurando o abastecimento seguro e de qualidade. No entanto, ao falar em abastecimento se lida com questões bem complexas, pois o sistema depende de um campo bem maior que é a gestão de bacias hidrográficas e um estudo de demanda por água para que se amplie a rede de distribuição.

Já, a falta de cuidado com os dejetos, a ausência de uma rede de tratamento em áreas densamente povoadas e a contaminação de lençóis freáticos impede um melhor aproveitamento de áreas destinadas ao turismo - afastando visitantes - e bons índices de saúde a população que conviva neste cenário. As obras a serem realizadas cuidam das áreas litorâneas, mananciais e de conjuntos habitacionais existentes ou que estão para existir para impedir uma contaminação que desenvolva em maiores proporções. No entanto, ao que parece, locais como praias de menor porte, municípios mais próximos como o caso de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho e que demandam maior soma em recursos estão em fase de elaboração de termos de referência (Agência CONDEPE/FIDEM, 2008).

Outrossim, os municípios envolvidos no Território Estratégico apresentam um quadro ambientalmente preocupante, pois eles não possuem uma coleta e destinação adequada aos seus resíduos sólidos, sendo estes jogados em lixões a céu aberto de forma irregular, sem uma unificação das formas de tratamento e cuidado. E para este ponto, que é bem delicado, não se tem uma solução efetiva cuidando apenas de cinco municípios, mas, o que se espera, segundo o Plano para o Território estratégico de Suape é importante que a Região Metropolitana do Recife como um todo apresente um plano de gestão. Devido à complexidade da problemática, foram apresentadas propostas e não obras e projetos sólidos concluídos ou em execução.

Mas, será que os municípios que sofrem influência direta deste complexo de indústrias e a própria capital do estado, estavam preparados para as modificações que os investimentos feitos causariam? Ou até mesmo o próprio complexo de indústrias esperava a velocidade no qual o crescimento atual está se dirigindo?

Parece-me que algo tão grandioso está fadado ao fracasso. Esperemos para ver se ele consegue ressurgir das cinzas, por que ultimamente sobre Território Estratégico de Suape, só enxergo como uma nova regionalização da metropolitana sul e alguns municípios da mata sul.

Para saber mais leia:
BRAGA, Maria do Carmo de Albuquerque; LIMA, Antônia Santamaria de Queiroz. Território estratégico de Suape: diretrizes para uma ocupação sustentável. Humanae, v.1, n.3, p. 54-65, Dez.2009.

Até mais!





[1] Mais informações ver: Atlas Escolar de Pernambuco, 2003.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

UFRPE denunciada =O

Pessoal, faço parte de uma lista de emails, a do Comitê da Caatinga e, hj recebi um email sobre uma denuncia que foi feita sobre uma construção que a UFRPE tá fazendo de forma ilegal, pois a área é um ponto de proteção ambiental e não poderia ter construções.
No blog do JC Notícias te mais informações, deem uma olhada: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogcma/canais/noticias/2012/04/19/ufrpe_denunciada_no_ministerio_publico_129518.php

Boa Semana e até mais!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Os lixões demorarão a serem fechados?


Ontem, li uma Reportagem na Folha de PE , no caderno Geral, página 2. Que falava sobre a dificuldade que os municípios estão tendo em cumprir as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O título da reportagem é "Burocracia impede fim dos lixões".
Se não conseguirem ler, tentarei tirar uma foto melhor ou digitar toda a reportagem, mas não deixem de ler ;)

Abraços,


6ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

Nossa, quando vi um anuncio dessa olimpíada em um ônibus fiquei super feliz. Mas, para minha empolgação ela é apenas para escolas. Bem, se eu fosse professora poderia participar com projetos e meus alunos, mas como não sou deixo a dica aqui para quem é professor no momento e gosta de desafios.
Então, geógrafos, biólogos, áreas afins....
Estão esperando o que? Quer saber mais? É só acessar o link adiante ;)

Este é o link ----> http://www.olimpiada.fiocruz.br/

E a FioCruz é uma instituição super confiável. Com certeza, essa olimpíada não está na sexta edição à toa e terá muito o que contribuir com os participantes.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Reciclagem - TV Brasil

Ontem às 22h passou na TV Brasil - http://tvbrasil.org.br/, um programa maravilhoso, muito bem feito e para quem gosta da temática Reciclaem, um prato cheio de informações.
Os exemplos sobre a capital paranaense em contraste com os problemas da capital federal, mostraram o que está sendo feito no Brasil e que ainda falta muito a se fazer.
O nome do programa é Caminhos da Reportagem. É só dá uma olhada no site que é possível assistir ao vídeo.
Ah, e esse é o endereço da Casa da Videira (http://www.casadavideira.com.br/) , esse movimento é de Curitiba, eles fazem compostagem e plantam hostaliças com o material compostado.
Quer saber mais??? Vai lá conferir ;)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

II Colóquio de Educação Ambiental

Pessoal, como ainda estou na querida dissertação, mas em fase de finalização e recebi a notícia deste evento por email, não deixaria de compartilhar com vcs.
O evento ocorrerá na UFPB.
Este é o endereço do primeiro evento, mas acredito que o mesmo sítio será utilizado: ---> https://sites.google.com/site/coloquioea/home

Qualquer informação a mais passo aqui e divulgo.
Abraços!!

domingo, 16 de outubro de 2011

Desabafo - Texto recebido por email

Pessoal, posto aqui um texto que recebi por email. Achei fabuloso e não deixaria de compartilhar com vcs.
Grande Abraço,
PS.: Desculpem-me a ausência, mas estou sendo consumida =) pela dissertação. Depois posto alguns resultados dela pra vcs ;)


Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?